O Prémio Corsino Fortes - Prémio BCA de Literatura, de periodicidade bienal, visa galardoar uma obra inédita de um autor cabo-verdiano, no domínio da Literatura.
Em plena observação dos critérios que constam do Regulamento do Concurso, foram admitidas a concurso obras literárias em prosa e verso, redigidas em língua portuguesa e/ou em língua cabo-verdiana. Tratou-se de um processo ponderado, regido pelos critérios da estética, criatividade, originalidade, estruturação do discurso e correção linguística.
O Júri foi constituído pelas professoras e investigadoras: Mariana Faria1, Maria de Fátima Fernandes e Augusta Évora Teixeira.
A obra premiada foi: Jornada de Ádvena, de Torquato Adamastor, pseudónimo literário de Domingos Landim de Barros.
A Presidente do Júri, Doutora Mariana Faria, registou que ler Jornada de Ádvena não se assume como um périplo linear, assinalando que seríamos, à partida, avisados da ingente missão de leitura que se adivinha entre o nascer da ilha e o despertar do sonho que a narração vai convertendo em insulana respiração. Interpelou-nos, ainda, sobre a forma de olhar: como interpretar este olhar ádvena? Possivelmente, se afigura como um desafio às regras de perspectiva, problematizando as visões paradigmáticas do exterior ao interior, desafiando o sentido de fora e de dentro, num movimento pendular cujo foco é vulcânica e visceralmente cabo-verdiano.
O vencedor recebeu o prémio no valor de 1.000.000 de escudos cabo-verdianos, correspondente a 9.069 euros, financiado pelo Banco Comercial do Atlântico.
Em conformidade com o 14.º ponto do Regulamento, “O autor da obra vencedora, através da declaração anexa, a qual faz parte integrante deste regulamento, compromete-se perante a Academia Cabo-verdiana de Letras e o Banco Comercial do Atlântico a financiar a edição da mesma em recurso ao prémio recebido”, sendo que o Júri recomenda a revisão do texto para edição final.
A cerimónia pública de entrega do prémio foi realizada no dia 14 de março, a partir das 18h00, no Auditório do Banco Comercial do Atlântico, na Cidade da Praia.
1 - Mariana Faria é Leitora do Camões - Instituto da Cooperação e da Língua, Diretora do Camões - Centro de Língua Portuguesa e Vogal da Cátedra Eugénio Tavares de Língua Portuguesa em Cabo Verde.
